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Tudo sobre os profissionais na área da Engenharia Industrial.

Profissão de um Engenheiro Industrial.

Engenharia Industrial

É a área que cuida dos recursos necessários à produção industrial.

Esse profissional é o típico engenheiro de chão de fábrica, que acompanha de perto a implantação e a manutenção da infra-estrutura industrial, como redes de água e de gás, pontes e esteiras rolantes. Ele organiza e administra as instalações industriais, da chegada da matéria-prima à fábrica até o controle de qualidade do produto final, seguindo o cronograma estabelecido. Faz a ligação entre o engenheiro responsável pelo projeto de máquinas e o de produção, que cuida da organização do trabalho. Analisa custos, gerencia a mão-de-obra e administra o uso de equipamentos e matérias-primas. Pode se dedicar a diversos ramos das engenharias, como mecânica, elétrica, madeireira ou de telecomunicações.

Outras Profissões


Mais sobre o que faz um engenheiro industrial

Um engenheiro industrial pode ter a designação de gestor de instalações, gestor de operações, gestor de materiais, gestor de qualidade total ou centenas de outros nomes. Qualquer que seja o nome, qualquer que seja a indústria - manufactura, retalho, saúde, transportes, banca, distribuição, governo, defesa - qualquer que seja o produto ou serviço - equipamento de computação e suportes lógicos, equipamento de identificação automática ou de movimentação de materiais, formação - a função é sempre a mesma - melhoria da produtividade pelo projecto, instalação e manutenção de sistemas integrados de pessoas, materiais, informação, equipamentos e energia.

Contrariamente ao que muitas vezes se pensa, o engenheiro industrial não precisa de se tornar um perito nos vários ambientes institucionais em que pode trabalhar de modo a que a sua acção seja efectiva e fecunda. Especificamente, para trabalhar na indústria têxtil ou na assistência médica-hospitalar, não precisa de ser técnico têxtil ou médico. Ele deve, contudo, conhecer completamente o sistema que está a analisar.

Mais do que desempenhar uma função, o engenheiro industrial é o agente de uma mudança cultural da empresa que toma consciência de que a sua competitividade passa pelo constante questionamento da racionalidade dos seus circuitos e processos, sejam eles departamentais, interdepartamentais, ou externos (a montante ou a jusante). É um colaborador que a empresa tem ao seu serviço, que transforma as oportunidades - que ela própria identifica, através de todos os seus elementos - em acções, através da coordenação e sistematização de soluções, cuja sinergia não se conseguiria de outro modo. O engenheiro industrial é um instrumento indispensável para que as decisões de gestão sejam reflectidas na empresa de forma integrada.

O engenheiro industrial sabe que há uma capacidade que é tão importante como a competência técnica: a capacidade de lidar com as pessoas. Só aqueles com a capacidade de motivarem e gerirem pessoas têm as melhores oportunidades para chegarem ao topo das suas carreiras. O engenheiro industrial bem sucedido sabe o que os clientes compram, e porque querem o que compram. O engenheiro industrial sabe ver um produto desde a concepção até ao cliente. Ele sabe, também, que não é o que ele sabe sobre uma das competências mais valorizadas pelos empregadores, mas o que ele sabe sobre todos elas que lhe dará o melhor emprego.

Na indústria, produtividade sem qualidade é uma má utilização de recursos. Qualidade sem produtividade é uma má utilização do tempo. Quando as duas são juntas, tanto na produção de bens, como no sector de serviços, tem-se a chave para o sucesso num mercado global competitivo. As pessoas que trabalham para integrar estes factores são os engenheiros industriais, que se preocupam em ajudar a sociedade através de esforços efectivos de melhoria de produtividade e qualidade.

Para os profissionais do marketing e das finanças , o trabalho do engenheiro industrial pode parecer um castigo, mas estes podem chegar a casa ao fim do dia e dizer: «Nós fizemos umas coisas hoje». A produção de riqueza é conseguida no sector industrial e não no sector financeiro. Não se pode ter uma economia de serviços sem uma base industrial. É preciso produzir bens para gerar o dinheiro que vai ser gasto em serviços. Todos os engenheiros industriais de um país não chegam para salvar a indústria desse país, mas, pelo menos, cada um deles pode fazer a sua quota parte para que isso seja possível.

Enquanto o engenheiro industrial está principalmente ocupado com problemas encontrados em situações da indústria, as técnicas da sua profissão são de natureza tão geral que podem ser empregues em qualquer situação em que pessoas, máquinas e as forças económicas tenham de ser juntas. Os engenheiros industriais estão a ter lugar a uma velocidade crescente no mundo da finança, administração hospitalar, administração de projectos científicos em larga escala e em programas sociais do governo. Não há nenhuma actividade comercial ou industrial que não tenha ou não possa beneficiar dos serviços de um engenheiro industrial.

Qualidades para o exercício da profissão

Os engenheiros industriais necessitam ter inteligência, iniciativa e perseverância acima da média. Devem ter conhecimentos matemáticos e científicos e uma curiosidade viva em relação a «como» e «porquê» as coisas funcionam. Devem ser imaginativos, ainda que solucionadores sistemáticos de problemas.

Bom senso e boa percepção são importantes para lidar tanto com pessoas como com objectos. Os engenheiros industriais devem tratar com medições, fórmulas, estatísticas e gráficos e ao mesmo tempo ter em mente as pessoas que levarão a cabo o processo de produção resultante. Muitas decisões que envolvem tanto pessoas como dinheiro são complexas e difíceis; tais decisões requerem um carácter forte.

Mercado de trabalho

O papel fundamental deste engenheiro é hoje reconhecido por muitas empresas, o que em termos de mercado de trabalho é favorável. O engenheiro industrial começa, geralmente, por trabalhar numa das áreas da sua especialidade, mas como tudo está interligado, à medida que vai começando a adquirir mais conhecimentos, pode evoluir para cargos de direcção. Os engenheiros industriais têm, geralmente, uma vocação especial para a gestão das empresas, pois conhecem e compreendem bem as necessidades da produção.

Não são conhecidas grandes dificuldades na colocação dos licenciados em engenharia industrial. Alguns alunos encontram ocupação profissional antes de completarem o curso, nalguns casos durante o quarto ano de escolaridade ou mesmo antes. A procura de licenciados tem sido, ao longo de vários anos, superior à oferta, não se dispondo de licenciados disponíveis para responder às ofertas de emprego que são feitas directamente à universidade pelas empresas. Actualmente, os empregadores continuam a absorver positivamente os recém-licenciados. A profissão pode ser bem paga, dependendo da empresa para que se trabalha, e tem sido classificada, sucessivamente, como tendo níveis de remuneração muito bons.

Num mercado altamente concorrencial, a viabilidade das empresas passa pela sua competitividade. Esta depende de sistemas de gestão industrial racionais e flexíveis, que garantam os níveis de qualidade exigidos. É exactamente este o papel de engenheiro industrial. Ele é, portanto, uma peça fundamental, em qualquer organização que pretenda vingar no mercado. Os potenciais empregadores têm-se vindo a consciencializar da importância do engenheiro industrial. As perspectivas de futuro são, por isso, favoráveis


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